quarta-feira, 2 de maio de 2012

Hot Adiction



Capítulo 15

- Eu acho que ) está certo. – eu ouvia essa mesma frase pela vigésima vez naquele dia.
- Você já me disse isso várias vezes, Daniel. – eu encarava mica e sooph, sentados na minha cama, esperando que eu surtasse e quebrasse algo com raiva de ).
- Mas ele está certo, luuh. Você queria o quê? Que ) aceitasse essa sua decisão? O cara diz que te ama, te pede em namoro e você escolhe o outro, que tem uma namorada?
- Tem uma namorada, mas dormiu comigo. – Tentei argumentar com sooph.
- E o que ele fez depois disso? Saiu correndo para os braços dela. lua , você tem que colocar os pés no chão. Você não pode ter os dois e sabe disso! Isso iria fazer mal a você, a arthur e a ). Imagina como seria para ) quando você não estivesse com ele, ele iria pensar que você está com arthur, o que seria verdade.
- Eu concordo com a sooph. Entenda, luuh, para nós, homens, “dividir” uma garota nos faz sentir impotentes, em todos os sentidos! Se coloque no lugar do ), você gostaria que ele saísse com você uma hora e na outra com outra garota? – mica segurou minhas mãos com carinho. Eu sei, mica não poderia saber, mas eu não tenho culpa se eu tenho a amiga mais fofoqueira do mundo e bom, mica disse que não falaria nem com arthur e nem com ) sobre aquilo, porque éramos todos adultos, vacinados e donos de nós mesmos.
- Não! – eu tinha que concordar com tudo isso, apesar de que não fui eu quem fiz a escolha. ) me propôs algo que eu achava que não estava pronta para aquilo, e quem me fez escolher arthur foi ele mesmo, no momento em que ele disse que não queria mais nada comigo.

Acordei com o meu celular tocando ao meu lado e olhei as horas. Nove horas da manhã em um feriado. Quem é o maldito?
- Quem me acorda a essa hora, em um feriado? Não tem nada para fazer, não? – atendi o telefone com grosseria, não me importando com quem fosse do outro lado da linha.
- Credo , luuh, está com falta de sexo? Deixa de ser grossa, menina. – ouvi uma risada
- Quem deve estar com falta de sexo é você. A ray não está dando conta, arthur? – as risadas só aumentaram.
- Na verdade, ela está, mas sabe como é, ela viajou faz uns três dias e só volta amanhã ou depois, tenho que me divertir sozinho, como estou fazendo nesse momento. – ouvi um gemido do outro lado e arreganhei o olhos.
- Me diz que você não está batendo uma e ao mesmo tempo falando comigo, isso seria nojento.
- Tudo bem, eu não digo, já que você percebeu isso.
- Nojento.
- É brincadeira, luuh, eu estou assistindo desenho animado.
- Criança. Mas para o que você me ligou? – afinal ele não tinha me ligado só para falar que estava vendo televisão, não?
- Nós não temos companhia para esse feriado, já tomei café e estou pensando no almoço, mesmo sendo cedo e queria almoçar, mas com alguém, então pensei em te ligar e te chamar para almoçar em casa, o que acha? Podemos fazer um churrasco, ou massa, ou comida chine...
- Eu entendi. Que horas? – interrompi arthur.
- Se quiser vir daqui umas duas horas, está ótimo, eu tenho que arrumar a casa ainda.
- Ok, umas onze horas eu apareço por aí. Até, arthur. – desliguei o telefone sem dar chance dele dizer algo e virei para o lado, tentando dormir mais um pouco.

Duas horas mais tarde eu estava na porta de arthur, com um engradado de cerveja e duas garrafas de tequila. Logo que eu toquei a campainha ele abriu a porta.
- Você quer me embebedar, lua ? – ele saiu da frente da porta, dando-me passagem.
- Não, só se você quiser. Aí é outra história. – fui até a cozinha e coloquei a cerveja na geladeira. – O que vamos almoçar? Eu estou com fome.
- O que você quer comer? – arthur encostou na porta da cozinha, vendo-me, enquanto eu fuçava nos armários para ver o que podíamos fazer. – Se você está procurando o livro de receitas que minha mãe me deu, ele está na gaveta debaixo da gaveta de talheres.
Abri a gaveta e peguei o livro, folheando para achar alguma receita boa para fazermos. Achei uma de cannelone ao molho quatro queijos.
- Podíamos fazer essa aqui – me virei para arthur, e só então reparei em como ele estava lindo com aquela skinny preta, sua t-shirt do Green Day com uma jaqueta jeans por cima e seu Nike High, sorrindo de canto para mim. – Cannelone ao molho quatro queijos. O que acha?
- Oba, massa! Adoro suas massas. Vamos fazer essa. – ele foi pegando os ingredientes.

Pouco depois estávamos no seu porão high tech almoçando e conversando banalidades. arthur tinha o transformado em uma sala de jogos, com uma televisão e vídeo game, pebolim e uma mesa de sinuca.
- Esse cannelone está ótimo. Já disse que adoro suas massas? – arthur estava com a boca suja de molho e sorria como uma criança.
- Já e limpa essa boca suja, criança. – Joguei um guardanapo nele.
- É impressão minha ou você adora me chamar de criança? – ele fez um bico me fazendo rir.
- É o que você é. Uma criança grande. – arrumei os pratos num canto da mesa e me levantei indo até o pebolim. – Vem, vamos jogar.
- Depois eu sou a criança. – arthur rolou os olhos e se juntou a mim.

- Você roubou, arthur!
- luuh, como se rouba em um pebolim? É meio impossível!
- Não quero mais brincar. Vamos jogar sinuca. – peguei os tacos e as bolinhas, ajeitando elas na mesa.
- O que acha de melhorar um pouco o jogo? – arthur me deu um sorrisinho sacana, arqueando uma das sobrancelhas, deixando-o bem, mas bem sexy.
- E o que você sugere? - levantei a sobrancelha, o encarando.
- Strip Snooker!
- Strip Snooker? O que é isso? - perguntei curiosa, vendo arthur pegar um taco, vindo em minha direção e me prensando contra a mesa de bilhar que tinha ali.
- Nós vamos jogar snooker, mas cada vez que um acertar, tem o direito de tirar uma peça do outro. - ele me olhou malicioso. - E quem ficar sem nada primeiro, paga algo para quem ganhou.
- Adorei! - eu disse, empurrando-o de leve e indo em direção do lugar onde ele guardava os tacos. - Que vença o melhor. - sorri maliciosa, voltando para a mesa.
arthur ia começar jogando. Ele fez uma pose, tentando ser sexy e fez todo um showzinho para acertar a bola, mas ele errou. Soltei uma gargalhada e ele me olhou feio.
- Aprenda, arthur! - eu tinha que acertar, eu tinha que mostrar que eu comando, pelo menos uma vez na vida. Mirei a bola e, tenho quase certeza, que, por sorte, a bola entrou. Soltei um gritinho, dando um pulo e vi arthur virar o olho.
Fui até ele, sorrindo de orelha a orelha. Fiquei em duvida sobre qual peça tirar.
- Primeiro tira o sapato, ele não vale! - falei, vendo-o tirar. Ajeitei minha roupa (para mostrar que eu ainda estava com ela completa) peguei em sua jaqueta, tirando-a devagar. Mas isso não tinha tanta graça, eu queria tirar outras coisas. - Também quero que você vire uma dose de tequila. - apontei para a garrafa intacta em cima da mesa dele.
- O combinado era apenas a roupa, mas desde que você aceite tomar também... - antes que ele terminasse, eu já tava enchendo uma dose para ele. Entreguei, vendo-o tomar e fechar os olhos com força.
Como eu tinha acertado, eu tinha a chance de jogar de novo, mas errei.
- Ahá, minha vingança! - arthur disse, ao ver a bola dele ser encaçapada.
Senti seus dedos gelados tocarem minha coxa e, instantaneamente, meus pelos se eriçaram. arthur levou a mão até meu shorts, o desabotoando e o tirando com pressa, revelando minha calcinha roxa com bolinhas.
- Que calcinha meiga! - ele falou, quando viu e eu virei os olhos, ficando ligeiramente envergonhada. Peguei a dose de tequila, sem limão e sal, pura mesmo, que ele me entregou e bebi, sentindo a bebida queimar minha garganta.
Ele pegou o taco de volta, indo até a mesa. Percebi que tinha algo faltando ali e me dei conta de que era música. Caminhei até o som, sentindo uma corrente de ar bater em minha perna e me dar frio, coloquei uma estação de radio qualquer e voltei minha atenção para arthur, que comemorava outra bola encaçapada.
- Você roubou de novo! - eu disse, indignada, o olhando feio, enquanto ele vinha (negando com a cabeça) e minha direção e já tirando meu casaco fora.
Tentei protestar, mas aquilo não adiantaria nada.
A brincadeira foi indo, entre erros e acertos, tiração de roupas e algumas doses de tequila até que eu estava de sutiã e calcinha e ele de cueca - vermelha, devo dizer. Nós dois já estávamos tudo, menos sóbrios, e era minha vez de jogar e se eu acertasse, ganharia. Tentei focalizar a bola, mas estava difícil. Deixei a sorte me levar e bom, ela estava ao meu lado.
- Pode ir tirando a cueca, aguiar. Ou melhor... - me aproximei dele, passando o dedo pelo seu abdome, sentido ele ser contraído. Peguei no elástico da cueca, tirando-a devagar, até que seu membro estivesse todo revelado. Sorri maliciosa, voltando a minha atenção para ele.
- Estou com frio, luuh. - ele se abraçou, passando as mãos pelos braços. - Vamos esquecer o castigo, né?
- Nem pense nisso! Eu estou pensando em algo digno, mas eu não sei o que você tem aqui para eu poder usar. - caminhei até a geladeira, lutando para não tombar ali mesmo, tudo girava.
Encontrei um chantilly perdido ali e várias ideias vieram a minha cabeça.
- O que você vai fazer com isso? - arthur me olhou receoso, enquanto eu me aproximava com o chantilly.
- Não sei, ainda estou pensando... - eu disse, mexendo o negócio que estava em minha mão. arthur começou a caminhar em minha direção. Ele foi, todo delicado, pegando em minha mão, mas logo sua delicadeza foi embora e ele deu um giro com meu corpo, prendendo meus dois braços e ficando atrás de mim.
Senti ele passar o nariz pelo meu pescoço e depositar um beijo ali.
- O castigo é meu, deixa que eu uso o chantilly... - ele sussurrou em meu ouvido, voltando a me virar. arthur me beijou com força e senti seu membro roçar em mim.
Ele apertou minha cintura, me ajudando a subir na mesa e a ficar sentada, enquanto ele continuava de pé, na minha frente, me beijando. Sua mão procurou o fecho do meu sutiã e ele se afrouxou caindo sobre meus braços.
Alguma coisa gelada tocou um dos meus seios e eu senti calafrios e me dei conta de que era chantilly! arthur começou a lamber o chantilly do meu peito, fazendo movimentos circulares com a língua, prendi meus dedos em seu cabelo e deixei que ele terminasse o que tinha começado. Ele voltou a me beijar, fazendo com que eu sentisse o gosto doce que estava a boca dele. Senti sua mão tocar a barra da minha calcinha e ir descendo-a, sem parar o beijo.
Ele abriu uma gavetinha na mesa, tirando de lá uma camisinha.
- Você pensa em tudo, né? - eu disse, pegando a camisinha para abrir.
- Alguém tem que pensar, se só os dois se preocuparem com a diversão, não dá! - ele riu, maroto.
Ele me segurou pela cintura, me penetrando sem dó. Cravei minhas unhas em seu ombro e seu corpo colou no meu, como se fosse fundir. Prendi minha perna em volta do quadril dele, sentindo a penetração aumentar. arthur fazia movimentos de vai e vem bem devagar, mas meu corpo pedia por mais pressa. Aos poucos o ar foi faltando e minha respiração falhando. arthur deu uma estocada extremamente forte e eu gemi alto, fechando os olhos e tentando respirar normalmente. Ele jogou o peso contra mim, indicando que ele ia subir na mesa.
O vi deitar e se aconchegar na mesa e eu sorri de lado. Aventuras sobre uma mesa de bilhar! arthur me puxou pelo braço, fazendo com que eu ficasse por cima. Posicionei minha pélvis na dele e me penetrei, vendo arthur morder o lábio inferior.
Fechei os olhos quando suas mãos apertaram minha cintura, fazendo eu ficar mais estimulada ainda. Comecei a me mexer em cima dele, enquanto ele me ajudava com as mãos. Nossos gemidos e sussurros tomaram conta do lugar e a única coisa que eu conseguia prestar atenção era no prazer que ia crescendo a cada segundo. Senti as unhas de arthur quase me perfurarem, mas como não eram grandes, apenas rasparam minha pele. Cheguei ao meu ápice, sentindo meu coração bater freneticamente. Tentei normalizar minha respiração, mas era quase impossível, porque arthur ainda não tinha chegado ao ápice. Ele continuou se mexendo embaixo de mim e me puxou, me abraçando com força e me fundindo totalmente contra seu corpo. Ele continuou com os movimentos e eu peguei minhas ultimas forças para ajudá-lo, pouco tempo depois, ele deu um gemido alto e suas pernas se contraíram contra as minhas e seus movimentos foram diminuindo. Ele tirou meu cabelo do rosto, me dando um selinho. Nossas respiração se normalizaram e eu me joguei para o lado, entrelaçando minhas pernas nas suadas dele.
O tecido que cobria a mesa era totalmente desconfortável e pinicante, mas aquilo não importava muito.
arthur me abraçou mais forte e eu enterrei meu rosto eu seu pescoço, sentindo seu cheiro.
- aguiar... - cutuquei sua barriga com meu dedo, fazendo com que ele me olhasse. – Por que você tem um monte de estrelas coladas no seu teto? - eu disso, apontando para cima e ele acompanhou o olhar com meu dedo, dando uma gargalhada. No forro, havia várias estrelas coladas, daquelas que brilham no escuro.
- O sobrinho da ray, quando veio aqui, pediu para eu colocar lá. Eu estava bêbado e não neguei, mas depois fiquei muito bravo, comigo, claro, porque essa merda não sai direito! Desisti e deixei aí. - ouvi a explicação dele e não consegui acompanhar o riso. - O que foi? - ele perguntou, segurando meu rosto pelo queixo e me encarando.
- Não me sinto bem quando ouço você falar dela... - ele me olhou, confuso. - arthur, eu não quero ser a outra, a das horas vagas...
- Você não é! - ele levantou rapidamente, ficando sentado. - Não, você não é isso o que você está falando!
- Então, eu sou o quê, arthur? - fiquei na mesma posição que ele, o encarando. arthur abriu e fechou a boca alguma vezes e eu apenas me aproximei dando um selinho. - Shh, não fala nada. - pisquei. - Vou tomar um banho, posso?
- Claro que pode. - ele sorriu. Pulei da mesa, sentindo uma leve tontura. O efeito da tequila ainda não havia passado totalmente. Peguei minha bolsa, indo em direção do banheiro, deixando arthur pensar sobre o que eu era.
E, bom, eu estava começando a me importar sobre qual seria minha definição, mas a 'outra', estava fora da minha lista.

Me arrumei da forma mais simples possível, apenas passando um rímel, blush e deixando meu cabeço menos molhado. Voltei ao porão, mas nenhum sinal de arthur por ali. Fui até o lavabo que tinha ali, mas nada. Quando pensei em subir e ver se ele estava em algum cômodo de sua casa, uma coisa me chamou atenção.
Uma de suas paredes tinha uma parte pintada com tinta de lousa e lá havia um recado para mim.

'Fui até o mercado, mica ligou que está vindo até aqui e falei para ele trazer a sooph... Desculpe te deixar sozinha, mas acho que você se vira melhor do que eu. Se quiser algo para comer, me liga. Ah, você sabe disso, mas quem escreveu foi o arthur'

Ri da última frase dele. arthur podia ser tão criança às vezes e isso era divertido. Para que ser 100% sério, não é? Passei pela TV, ligando-a, e o vídeo game também. Coloquei Crash para jogar. Me joguei no sofá, ouvindo a música conhecida do jogo dominar o local.
Depois de umas cinco fases, comecei a me entediar e ficar impaciente por esperar. Três pessoas estavam para chegar, e nenhuma chegava! Quando concluí meus pensamentos, a campainha tocou. Subi correndo as escadas, abrindo a porta principal e dando de cara com mica e sooph.
- Mas quem diria, lua blanco abrindo a porta da casa de arthur aguiar! - mica exclamou, entrando com algumas sacolas na mão. Ele me deu um beijo na bochecha.
- Oi, amiga. - eu disse e sophia me olhou com a sobrancelha arqueada. - O que foi, sophia?
- Nada, só estava com saudades. - ela sorriu, mostrando todos os dentes e me abraçou.
- Eu também estava, parece que me esqueceu. Só anda com o mica agora. – fiz uma cara feia para mica, que mostrou a língua.
- É, agora é tudo culpa minha e da sooph, né? Deixa você, lua . – mica disse, entrando na casa com sooph. – E cadê o arthur?
- Supermercado. Foi comprar algo para comermos, já que acabamos com o estoque de comida dele. – disse, descendo para o porão de novo, sendo seguida pelos dois.
- Bando de gulosos, vocês, hein? – não comemos tanto assim, só comemos o que tinha. Mas eu não precisava prolongar o assunto - Nunca vi gente comendo tanto que nem vocês. – sooph comentou, indo até a mesa de sinuca e sentando nela. Seria legal da minha parte avisar ela para não sentar na mesa, não?
- Er, sophia, se eu fosse você eu não sentaria aí, não, só avisando. – sorri de canto esperando ela falar algo.
- Você está de brincadeira comigo, né? Diz que vocês dois não transaram em cima da nossa mesa de bilhar!
- Desculpa, mas não posso dizer isso, quando isso é uma mentira. – ri, quando sooph deu um pulo da mesa e me mostrou o dedo indo de sentar no sofá.
- E ainda usaram chantilly, luuh? – mica estava com o chantilly na mão - Isso mancha! arthur vai ouvir muito! – mica começou a pirar quando viu que a mesa estava suja.

Ficamos mais uns quinze minutos esperando por arthur, que chegou com várias coisas gostosas e alcoólicas. Acho que até o fim do dia eu vou entrar em coma alcoólico. Resolvemos assistir um filme qualquer de comédia romântica e em dez minutos de filme eu já estava ficando deprimida em ver mica e sophia se abraçando e trocando carinhos. Me mexi desconfortavelmente no sofá, tentando ficar longe deles e arthur me olhou com uma sobrancelha arqueada.
- Estou tentando ficar longe do casal ternura.
- Está com inveja da sooph? – arthur sorriu de canto.
- Por que eu estaria? Não quero o mica para mim. – fiz joinha para ele
- Ainda bem, ser trocado pelo mica é patético. Mas, você está com ciúmes porque ela tem alguém para abraçar e ficar junto.
Isso me magoou profundamente e eu olhei incrédula para arthur, que percebeu que havia falado merda.
- Eu não quis dizer isso, luuh. Você sabe que não. Me desculpa. – ele me puxou pela mão, abraçando-me forte. Me deixei ser abraçada por ele, deixando uma lágrima descer pelo meu rosto. Limpei-a rapidamente. – Me desculpa, não foi minha intenção.
- Tudo bem, arthur, eu só estou meio sensível esses dias. – forcei um sorriso e senti arthur depositar um selinho na minha boca e logo depois sorrindo.
- Pararam com o drama aí? – ouvi a voz de mica e olhei para eles. – Você só fala merda também, hein, arthur? Se falar algo que faça a luuh chorar de novo, eu te mato. E por favor, não use chantilly perto da mesa quando forem fazer coisinhas. Isso mancha a mesa!
arthur me olhou com uma cara de quem perguntasse como ele sabia do chantilly. Murmurei um “Eles sabem de tudo” e me voltei para a televisão tentando prestar atenção no filme.

Senti um peso contra meu corpo me jogar para fora do sofá, fazendo com que eu fosse direto pro chão. Eu estava dormindo, por causa daquele filme ‘nada’ romântico que estava passando e acho que arthur acabou dormindo também. sophia e mica gargalhavam, enquanto eu e arthur levantávamos do chão.
- Desculpa, quando eu durmo não controle meus movimentos. – arthur disse, sem graça, passando a mão por minha cintura e me apertando contra ele.
- Tudo bem. – sorri o abraçando pela cintura também, mas com os dois braços. Senti arthur passar o nariz pela minha bochecha até chegar perto da minha boca. A língua dele pediu passagem e eu cedi. arthur levou a mão até meu cabelo, entrelaçando uma das mãos ali e puxando de leve, apertei sua cintura, o puxando mais contra mim, enquanto ele aumentava a velocidade do beijo. Levei minha mão ao cabelo dele também, passando a mão por ali.
- Então, sooph... – a voz do mica ecoou pelo lugar inteiro, e ele fez aquilo de propósito! Filho da puta. Me soltei de arthur, vendo sua boca toda avermelhada pulsar. Ele se aproximou de novo, mordendo meu lábio inferior e o puxando, fazendo com que eu soltasse um gemido de dor. – Acho que eles não se tocaram ainda! – mica disse, para sooph. Me virei para ele, fuzilando-o com o olhar, enquanto os dois riam.
- Vamos ao banheiro comigo, luuh? – ela levantou, arrumando a roupa e esticando a mão para eu pegar. Concordei, esticando a minha e pegando a mão dela, entrelaçando nossos braços. Tenho certeza que às vezes as pessoas acham que eu e a sophia somos mais do que amigas, porque sempre andamos assim pela rua.
Terminamos de subir a escada, entrando no banheiro que ficava bem de frente para a porta. sophia preferiu ir naquele, alegando que era maior do que o que ficava no porão, mas tinha uma leve impressão que esse não era o motivo. Encostei meu corpo na pia, enquanto ela fazia o que tinha que fazer.
- O que quer falar comigo? – perguntei, já tendo uma ideia. arthur era a ideia.
- Quê? – ela foi até a pia para lavar a mão. – Como sabe que eu quero falar com você? – ela enxugou, apoiando o corpo na pia também.
- Você não me chamou para vir ao banheiro à toa! – conclui, cruzando os braços e esperando ela falar.
- É que eu queria falar com você sobre o arthur! – ela mordeu o lábio inferior, me olhando. Ok, qual a novidade, né?
- Sobre...
- Eu estou com medo de você se machucar com tudo isso. Pronto, é isso. – ela desviou o olhar, mirando o chão.
- sooph. – eu disse, passando a mão pelas costas e pela barriga dela, apoiando minha cabeça em seu ombro. – Eu não estou vivendo um romance adolescente, é só...
- É só...? – ela me incentivou, mas não consegui definir. – Viu, nem você sabe o que é! - ela me olhou de canto de olho. – E claro que não é um romance adolescente, é adulto. – virei os olhos e sophia me deu um tapa na bunda. – Eu só estou preocupada com você, amiga! Tenho medo de você se envolver mais do que deve com o arthur, e ele tem...
- A rayanna ! Eu já sei disso. – voltei a minha posição inicial, cruzando os braços.
- Exatamente por isso que você tem que tomar cuidado, porque a gente não escolhe quem gosta.
- Mas eu acho que não gosto dele assim, do jeito que você está pensando... Ele é meu amigo faz tempo, é normal você amar um amigo... Como amigo.
- ‘Acho’ é uma palavra que eu realmente não queria ouvir. – ela arqueou a sobrancelha.
- Eu sei que você queria ouvir que eu estou apaixonada pelo ), porque ele me ama e o arthur tem a namorada, noiva ou sei lá o quê, mas, sooph, eu não posso escolher entre os dois, entende?
- Mas você e o )...
- Só que eu não escolhi, eu fui obrigada, porque ele quis assim. Mas se ele quisesse, estaria de braços abertos para ele.
- Pernas também. – ela comentou, e eu olhei para ela com a maior cara de indignação.
- Acho que eu só seria capaz de escolher entre um deles se algo me provasse que eu não posso ou que ele não é a pessoa certa para mim, mas, por enquanto, e eu posso parecer a maior puta falando, os dois são.
- Então isso não descarta a possibilidade de você gostar do arthur, não como amigo. – ela concluiu e abriu o trinco da porta. – Eu só quero que você seja feliz, como eu sou! - ela sorriu sincera e senti meus olhos enxerem de lágrimas e a abracei.
Logo que ela abriu a porta, em um momento de desatenção minha, a ouvi fechar de novo, e dei de cara com arthur ali.
- Oi. – ele disse, e caiu na gargalhada depois. Arqueei a sobrancelha, não entendendo nada. – Era para eu te cantar, mas a cantada era horrível!
- Você é maluco! – neguei com a cabeça, rindo, e senti a mão dele apertar minha cintura e seu nariz passar levemente pelo meu pescoço.
Alguém abre a janela? Ar. Para que te quero?
Minhas costas bateram contra a parede gelada do banheiro e arthur pediu passagem com a língua, penetrando a mesma em minha boca. Nosso beijo era calmo e sem segundas, terceiras ou quartas intenções. Ele passou de leve a unha na minha coxa e todos os meus pelos arrepiaram rapidamente.
- Annn, não para! – sussurrei, encostando a testa na dele, ainda com os olhos fechados, enquanto ele entrelaçava suas mãos em meu cabelo.
- Não quero que você fique pensando naquelas coisas que comentou mais cedo. – ele disse, e eu abri os olhos para encará-lo, mas ele ainda tinha os olhos fechados.
- É que...
- Você foi a primeira. – abri os olhos de novo, agora olhando nos dele, enquanto ele mordia o lábio inferior. – Antes de conhecer a ray, você era a primeira...
- Eu era? – senti meu coração acelerar. Pelo menos uma vez eu fui a primeira!
E por mais que eu soubesse que agora eu não era mais nada, aquilo me fazia sentir melhor.
Mas aquilo não devia fazer diferença, devia? Afinal, eu não...
- Eu gostava de você, mas você nunca me deu bola. – ele arqueou a sobrancelha, afastando um pouco o rosto de mim.
- EU? – o olhei indignada. – Você quem nunca me deu bola.
- Eu sempre tive olhos para você, mas meu amor nunca foi correspondido. – ele fez bico, cruzando os braços.
- Você sempre foi garanhão, sempre com várias menininhas enroscadas em seu ombro, nem vem, não.
- Também, depois da minha primeira paixão de verdade frustrada... – tampei a boca dele e ele apertou meu braço de leve, para que eu tirasse.
arthur me abraçou e voltou a me beijar. Eu me sentia bem mais leve e feliz depois de ouvir aquilo. Por mais que eu fui a primeira, em algum momento arthur já gostou de mim daquele jeito, e eu me sentia bem, porque, afinal, nunca ouvi alguém dizer que um amor antigo não pode voltar.

10 comentários:

  1. Faz o final dela com o chay!!!!posta maissss

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  2. aah não, ela tem que ficar com o Arthur .. ele gosta é dela e não da Rayanna .. a web é LuAr, e o Chay que podia ficar com a Rayanna, eles ficam bonitinhos juntos ..
    mais faz o final LuAr por favor! :)

    beijos,
    Vitória*

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  3. de jeito nenhuum , a Lua teem que ficar com o chay , nessa web eles sao perfeitooos !!! por favor faz ela ficar com o Chay
    Bjooos Milenee !!

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  4. Eu quero a Lua e o Chay no final...

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  5. Aaah ela tem que ficar com quem sempre esteve com ela . Se o Arthur gostasse mesmo dela "de verdade" não tava esse tempo todo com a Ray , teria lutado pela Lua de alguma forma . O Chay merece ficar com a Lua !!!! Espero que isso aconteça *--*

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  6. eu tambem quero que Lua fique com Chay, Arthur é muito egoista, ele quer ter a Lua mas não deixa a Rayana. Não gosto de Arthur nessa web, ao final tem que ser Lua e Chay

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  7. Faz ela ficar com o chay e no final ficar com o Arthiur e faz a Mel aparecer no meio assim o Chay não fica sozinho

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  8. Faz o final dela com o CHAY!!!O artur nao ta merecendo ela,o chay trata ela bem melhor!!

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  9. ELA TENQUE FICA COM O CHAY O ARTHUR Ñ MERECE ELA !!!!

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