segunda-feira, 30 de abril de 2012

Hot Adiction



Capitulo 13- Parte 2



- luuh! - chay me pegou pelo ombro e me chacoalhou. Minha cabeça estava toda bagunçada com tudo que ele havia me falado. Saí do transe que todas aquelas palavras me causaram, e fitei-o confusa. 
- E-eu não posso, chay, não, eu não posso - eu disse mais para mim do que para ele. 
- Por que não? Me diz... Por que é tão difícil para você ficar só comigo! - chay estava com a voz diferente. Olhei para ele novamente e vi que seus olhos estavam cheios de lágrimas. 
- Porque eu não sou capaz de escolher entre você e ele - fechei os olhos. Encará-lo era muito difícil. - Eu não posso - sussurrei, mas sei que ele ouviu. 
- Você não me ama, não é? 
- Lógico que eu amo, mas, não, não sei. chay, pára! - quanto mais ele falava, mais eu ficava confusa, e mais eu não sabia o que falava. 
- Você não me quer - chay abaixou o olhar e respirou fundo, começando a chorar. 
- Desculpe, chay, mas eu sou incapaz de escolher um só, eu posso parecer a maior puta do mundo, mas eu não consigo, é mais forte do que eu, me desculpe. 
- E-eu - ele levantou, ficando de pé na beira da cama. - Querendo ou não, você acabou de fazer sua escolha... - o olhei confusa. - Vai ser impossível para eu ficar com você, sabendo que enquanto estou em casa, você pode estar com o arthur. Isso me faz sofrer, lua , eu sou o único que sofre. Não dá, entendeu? Não vai ser a mesma coisa, acabou qualquer vínculo fora de amigável, literalmente, que nós tínhamos. Eu não posso mais, não assim. 
- Não, chay... - fiquei de joelhos na cama, alcançando seu ombro, o olhando nos olhos. - A gente pode dar um jeito, não é? Por favor - senti lágrimas invadirem meus olhos. Será que eu também tinha o direito de chorar? -, não faz isso comigo - deixei as lágrimas saírem sem restrições. - Não faz... - senti meu corpo ser empurrado contra a cama, abri meus olhos, me deparando com um chay com um olhar avermelhado e uma expressão de raiva. 
- Me esqueça, pelo menos um tempo, finja que nunca deitamos juntos, que nunca transamos, que nunca nos beijamos, que eu sequer toquei em você. Esqueça, lua , a partir de hoje eu não sou aquele chay que vai estar pronto a hora que você quiser. Eu vou viver a minha vida, tentar te esquecer, vou me apaixonar por outra pessoa. E estou prometendo para mim, que com você eu não saio mais, e essa promessa vai ser cumprida - mais lágrimas escaparam dos meus olhos e dos dele também. - A única coisa que vai nos ligar agora são os nossos amigos. 
- Por quê? - enterrei minha cabeça no meio das pernas. - Por quê? 
- Por quê? Porque eu sempre fiz tudo por você, e você nunca foi capaz de me amar como eu te amo - vi chay pegar um travesseiro e se dirigir até a sala. 
Me rastejei até o travesseiro que ele deixou, me deitando e me cobrindo com lençol. Minha cabeça latejava pelos poucos minutos que eu havia chorado. Não era possível, eu devia estar tendo um pesadelo, daqueles que começam como um sonho e acabam da pior forma possível. Eu nunca pude imaginar chay com tanta fúria como ele estava, e eu sabia que toda a culpa era minha. Eu nunca fui capaz de amar só a ele. Eu sabia que o que eu sentia por ele, também era sentido por arthur. E eu queria tanto, mas tanto não me sentir assim, não me ver totalmente atraída por duas das pessoas mais importantes para mim. Além de me sentir uma vagabunda, uma puta, eu comecei a descobrir como aquilo faria mal para mim. Acho que foi da pior maneira possível que a realidade me acordou e me mostrou que eu nunca poderia ter os dois. Quem muito quer pouco tem, não é? Eu também fui muito burra de não perceber que tudo o que o chay fazia por mim tinha um porquê, não era só por sermos amigos, eu fui burra, idiota e nunca enxerguei o óbvio. E eu tinha mais uma coisa para colocar na minha lista de "por que odiar aniversário", sempre as piores coisas aconteciam. 

Senti o sol bater em meu os olhos, fazendo com que eu os fechasse assim que os abri. Virei meu corpo na cama, me deparando com o relógio, que marcava quase meio dia. Flashes da noite passada passaram como um filme na minha cabeça, e eu lembrei que chay devia estar na sala. Ou não. 
Levantei, relutando com a preguiça que tomou conta de mim, sentindo uma leve tontura. Chorar me faz tão bem no dia seguinte... Fui até o banheiro e quase assustei com minha imagem no espelho. Parecia que eu tinha uns quarenta anos, e não vinte e três. 
Caminhei lentamente até a sala, e chay realmente estava lá, deitado, com os pés para cima no sofá. Imaginei que ele estivesse dormindo e fui até minha bolsa, pegando meu celular. Desligado. 
- Eu desliguei porque ele começou a tocar ou sei lá o quê, e eu não conseguia mais dormir - chay disse, sem me olhar ou se mexer. Apenas murmurei um 'tudo bem'. - Você pode me dizer que horas são? - concordei, ligando meu celular (com algumas chamadas perdidas e algumas mensagens de parabéns) - Meio dia - eu disse, me lembrando que aquilo era óbvio, porque eu havia acabado de olhar no relógio. 
- Se troca que eu vou te levar embora. -
Não precisa, eu pego um táxi. 
- Eu prometi à sophia que você ia chegar na hora certa - chay se levantou do sofá e eu o olhei um pouco confusa. - sophia sabia que eu tinha reservado um hotel para a gente, e ela me pediu para te levar embora até uma certa hora. Você vai entender quando chegar lá - ele passou por mim e senti meu estômago embrulhar. Aquele não era o chay, não o chay. Àquela hora, provavelmente, teríamos tomado café e estaríamos rindo, enquanto nos arrumávamos para fazer seja lá o que quer que sophia estava aprontando, nos divertindo, fazendo piadinha um com o outro, e eu diria que fazer aniversário estava começando a valer a pena. Mas não, nada era o mesmo. Eu talvez não fosse por um longo tempo. 

chay estacionou o carro em frente ao meu prédio, e antes que eu abrisse a porte, ele me pegou pelo braço. Senti meu corpo arrepiar com aquele toque. 
- Nem mica, nem arthur e nem perola vão ficar sabendo, entendeu? - ele disse, segurando meu braço com um pouco de força. Concordei, mesmo sem saber por que e desci do carro, sendo seguida por ele. O trajeto até o meu prédio foi o pior possível. chay não falava e muito menos eu. Parecia que estávamos em clima de velório, uma coisa horrível. Quando paramos em frente ao meu apartamento, ouvi algumas vozes vindo de dentro. Ele parou e enviou uma mensagem, algum tempinho depois as vozes cessaram. O olhei e ele indicou a porta com a cabeça. 
- SURPRESA! - olhei em volta e todos os meus amigos estavam reunidos em casa, com aqueles chapéus de aniversário (do Bob Esponja, devo comentar), sorrindo para mim. Senti aquela onda de felicidade me afetar do modo contrário, e lágrimas me incomodarem. Ao invés de ir me juntar aos outros, corri para o meu quarto. Me joguei em minha cama, afundando meu rosto em todos os travesseiros que tinham ali, abafando meu choro. 
Eu sou muito patética, ou não tenho nenhum direito de chorar mais, eu fodi com tudo mesmo. Ouvi a porta do meu quarto fechar e alguém deitar ao meu lado na cama. Tinha certeza que quando eu virasse, encontraria sophia, e tentei imaginar formas de como minha comemoração de aniversário foi um horror. Bom, para ela eu podia contar, chay não disse nada. 
Virei meu rosto, mas o par de olhos que encontrei foi totalmente diferente do de sophia. Meus estômago embrulhou quando sua mão limpou uma lágrima idiota que escorria dos meus olhos. 
- O que houve? - a voz de arthur quase soou como música em meus ouvidos. 
- Nada... - eu disse, mesmo sabendo que aquilo não convenceria. arthur arqueou a sobrancelha, esperando que eu desse uma resposta mais convincente. - Fiquei triste porque lembrei da minha mãe quando estava vindo para cá... - foi a primeira coisa que veio até minha cabeça, mas pareceu funcionar. 
- Não fica assim não - senti sua mão apertar minha cintura, fechei os olhos e respirei fundo, sentindo o cheiro do seu perfume. - Vamos lá para a sala, tem muita coisa para comer, que eu sei que você gosta, e eu não estou te chamando de gorda! - disse antes que eu protestasse. - Você não pode deixar as pessoas te esperando, vai lavar esse rosto e se anima - fui até o banheiro e tentei deixar meu rosto apresentável para um dia normal, e não para o dia das bruxas igual ele estava. - Você tem que conhecer a nova namorada do perola . 
- O quê? - saí do banheiro e fitei arthur, que ria. - E a Rachel? 
- Ela não era boa o suficiente para ele. 
- De novo - nós dissemos juntos e começamos a rir. perola sempre dava essa desculpa de 'não é boa o suficiente para mim'. 
- Vamos - ele esticou a mão para mim e eu segurei, sendo levada até a porta. arthur parou e me olhou. - Parabéns! - ele disse e me abraçou, me dando um beijo no canto da boca. Agradeci baixinho e ele voltou a me guiar até a sala. 
Cheguei um pouco envergonhada, afinal eu tinha saído correndo de lá, deixando as pessoas com cara de nada. Abracei todos ali, inclusive rayanna (sim, ela), Amber e a Lourdes, a nova namorada do perola . Bom, chay não estava mais lá. Senti alguém me puxar para um canto qualquer, e agora eu sabia que era sophia. 
- O que foi tudo isso? - ela disse, soltando meu braço e cruzando os dela. 
- Quer que eu conte agora? - eu disse, mordendo o canto da boca. Ela me olhou sugestiva e eu sabia que ela queria. - Eu e o chay brigamos, só isso. sophia, você não quer que eu fique em um canto conversando com você enquanto há pessoas na minha sala! - eu exclamei, batendo o pé. Ela revirou os olhos e me puxou para um abraço. 
- Vê se coloca um pouco de juízo nessa sua cabeça, senão quem vai sofrer as consequências é você. 
- sooph... 
- Eu vi o jeito que o chay foi embora, com uma desculpinha qualquer, mas pra mim, aquilo não convenceu. Você chegou toda louca, chorando, alguma coisa aconteceu e eu estou até com medo de saber o que é. Espero que se lembre que você conhece o arthur, luuh, ele pode ser tudo de bom no começo, mas quando ele enjoar de você... - sophia saiu do abraço e me olhou. 
- Pára! - cruzei os braços, emburrada. 
- 'Ta bom, eu paro, mas por favor... 
- Ok, eu já entendi, sophia, agora, por favor, vamos voltar para lá - ela concordou, indo na minha frente. Revirei os olhos e comecei a ir atrás dela. 
arthur estava abraçado com rayanna , enquanto eles conversavam com mica. Tentei ignorar aquela cena e senti uma falta do chay. 
Mas agora não adiantava mais sentir sua falta... 

5 comentários:

  1. eu quero que ela fique com Chay, se Arthur amasse ela, deixaria a Rayana

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  2. concordo plenamente com a lily , ela e o chay tem que ficar juntoos , postaaa mais to hiper curiosaa '-'

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  3. Posta maaais por favor, ela vai ficar com o arthur d novo né? Postaaa +++

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  4. posta mais por favor!!! QUERENDO MUITO QUE ELA FIQUE COM O CHAY *----*

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