terça-feira, 1 de maio de 2012

Hot adiction



Capitulo 14




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Já fazia mais de uma semana que eu não tinha nenhuma notícia de chay. Ele nunca mais me ligou. Sumiu da minha vida, como disse que ia fazer, mas sei que uma hora ou outra ele teria que aparecer. Na semana que passou minha bipolaridade estava alta e eu estava tão sensível, que se alguém falasse "oi" para mim, eu seria capaz de chorar. 
O dia na agência tinha sido extremamente estressante. Além de escolher as fotos, tive que acompanhar a sessão, e aquelas modelos magrelas me irritaram mais. Ainda vou procurar saber a diferença que faz tirar a foto do lado esquerdo ou do lado direito, e isso tirando o modelo que se achava o mais lindo de todos e nem era tudo isso. 
Após a sessão de fotos, resolvi ir embora, já que não tinha mais o que fazer naquele lugar. Entrei no meu carro, pegando a rua principal que me levaria até em casa, mas ela estava um caos, o trânsito estava enorme e eu mal entrei ali e já tinha carros por todos os meus lados. 
Eu sou muito burra de não pensar que àquela hora a cidade estaria um caos mesmo. 
Desliguei o veículo, e quando a fila começasse a andar eu o ligaria de novo. Um conversível que estava do meu lado direito (com duas meninas dentro) aumentou o som de uma forma que eu podia ouvir muito bem a música. Eu não estava com paciência para músicas, muito menos a que começara a tocar. (N/A: coloquem a música para tocar.) 
Senti alguma coisa quente tocar a minha boca, e quando levei a mão para ver o que era, percebi que estava chorando. 
Olhei para o lado, pensando em formas de torturas para aquelas duas malditas. Elas cantavam alto e riam uma da outra. 
Comecei a lembrar de momentos meus e do chay, coisas simples, mas que eu, provavelmente, não teria mais. Relaxei meu corpo no banco, amaldiçoando aquele trânsito de todas as formas possíveis. Até isso me fazia lembrar chay. Tudo me fazia lembrar, e isso também me recordava que tudo era culpa minha. Mas eu também não podia dizer que depois de tudo, a realidade veio à tona, e eu descobri que o amava incondicionalmente. Mas não era, se eu falasse isso seria mentira, mas o que eu sentia era falta da presença, companhia, os carinhos e a forma que só ele conseguia me fazer sentir. Mas, de verdade mesmo, nem eu sabia direito o que eu sentia. chay fazia tanta falta para mim, muita mesmo, mas eu não fui capaz de escolher entre ele e arthur. E eu estava completamente confusa, entrando em um conflito interno entre meu coração e minha mente, onde eu não sabia quem eu realmente amava pela convivência e amizade ou quem eu realmente AMAVA! Ou pior: se eu ficasse com a segunda opção pelos dois... 
Levei um susto quando ouvi meu celular tocar que quase perdi o fôlego. Vasculhei minha bolsa por todos os cantos possíveis, eu jurava que o aparelho estava ali, mas ele estava no porta luvas. Estranhei um pouco a pessoa que me ligava. Uma foto minha e do arthur piscava na tela do meu celular. 
- Alô? - eu disse, ficando curiosa para saber o que ele queria comigo. 
- luuh, é o arthur! - ele exclamou e fizemos nosso cumprimentos de 'tudo bem, tudo e você?'. - Hum... Você está ocupada? 
- Bom, estou no meio do trânsito, completamente parado aqui - limpei minha bochecha, que ainda estava um pouco molhada. Ouvi uma buzina e me toquei que o carro à minha frente estava andando, devagar, mas andando. - Agora acho que estou conseguindo sair... Por quê? 
- Sei lá, você não quer tomar um café comigo? Você sabe, conversar... - virei os olhos, rindo do jeito que arthur falava, todo nervoso. Tentei equilibrar o telefone no ombros para poder dirigir, já que os carros estavam se normalizando. Se algum policial me pegasse com o celular dirigindo... 
- Tudo bem, arthur, onde você está? 
- Na loja, se quiser passar aqui, daí vamos no café aqui perto - concordei, falando um ligeiro tchau e jogando o celular no banco do passageiro. Eu, celular e carro não combinam. 
Dei sorte de conseguir virar a rua que dava à loja e não tinha trânsito nenhum, dando graça por aquele carro que tocava aquela maldita música estar bem longe de mim. 
Estacionei em frente à loja, que já estava em horário de fechar, mas as vendedoras estavam lá dentro ainda. Peguei meu celular, abrindo o flip para me constatar das horas, e meu estômago deu uma volta quando eu vi e lembrei qual era meu plano de fundo: uma foto minha com arthur, sophia e chay, todos fazendo caretas e... Felizes. Fechei rapidamente o flip, respirando fundo e indo até a loja. 
- Oi, com licença, infelizmente já fechamos hoje - uma da atendentes se aproximou de mim. 
- Eu não vim comprar, eu vim falar com o arthur - eu sorri, falsamente, já que senti o olhar dela sob mim, me medindo. Olhei para o nome que estava no crachá: Katie Hudson... De onde eu conheço essa merda de sobrenome? RAYANNA ! Esse é o sobrenome dela! Olhei bem para a cara da menina, ela lembrava um pouco a ray, claro, só podia ser a irmã dela, que outro dia ela comentou que ia trabalhar na loja. 
E era só o que me faltava, outra Hudson no meu pé... 
- Desculpe, mas o arthur não está - ela sorriu da mesma forma que eu. 
- Sim, ele está, porque acabou de me ligar e disse para eu vir aqui - sorri, de verdade, vendo a cara dela de sem graça. 
- LUUH! - ouvi alguém gritar meu nome e olhei para cima, vendo arthur no piso superior da loja. Acenei, subindo as escadas, mas ele não estava mais no corredor. Segui até o escritório da loja. Logo que entrei fui surpreendida por alguém me prensando contra a parede. Senti uma língua pedir passagem na minha boca, e eu deixei me levar pelo beijo. Abri um pouco os olhos só para me constatar de que era realmente arthur, ou se eu estava sonhando, ou se um tarado me pegou no caminho. 
E bom, era arthur. 

arthur’s P.O.V. 
Se alguém me dissesse que eu não estava tentando, eu daria uns bons socos! Eu sou aquele tipo de homem que não sabe ser romântico, carinhoso e nada disso, mas com a luuh eu sentia que devia pelo menos tentar. Tudo bem que eu sempre tentei deixar a pesssoa que eu estava me relacionando feliz, e fazer coisas legais, mas confesso que em certos momentos eu esqueço, eu simplesmente esqueço que as coisas simples são as mais verdadeiros (mesmo que isso soe extremamente gay) e bom, com ela e para ela tudo parecia ser diferente. Ela realmente fez uma porra de uma confusão na minha cabeça. Eu queria ser o mais legal, o mais carinhoso, o mais tudo. 
E juro que não é qualquer tipo de competição com o chay. 
Mas o que acontece é que ela sempre teve o carinho dele quando queria, e se por causa disso ela o escolhesse e não a mim? Se um dia eu me apaixonasse cegamente e a perdesse para o meu melhor amigo? 
Devo dizer: amigo cujo não a ama! E essas são palavras dele. 
Apertei mais lua contra a parede, sentindo-a apertar minha cintura. 
- Eu estava com saudades de você... - eu disse, quebrando o beijo e a fitando. 
- Estava? - ela perguntou confusa e eu arqueei a sobrancelha. - Quer dizer... Eu também - sorriu, pegando em minha mão. Encostei minha testa na dela, sentindo o quão quente ela estava. 
- Você está quente... - tentei fazer a cara mais sexy possível, mas foi tão idiota que eu comecei a rir, vendo sua feição de vergonha. 
- Acho que você me pegou desprevenida... - ela riu sem graça e ficamos em silêncio. Tirei sua franja do olho, me aproximando para beijá-la de novo. 
- arthur, eu... - senti meu coração dar um salto e me afastei rapidamente de lua , vendo seu olhar assustado sob mim. E chay nos encarando sem expressão. - Estou atrapalhando, eu volto depois - ele deu meia volta e começou a andar para fora do escritório. 
- Não, chay, eu vou tomar uma água... - lua disse, passando à frente de chay e saindo do escritório, fechando a porta. 
- Então... Algum problema com as encomendas? - eu disse, indo em direção à minha mesa, ficando de um lado e chay do outro. 
- Não sei se estou com cabeça para resolver problemas agora - ele disse, jogando (não literalmente) uns papéis de suas mãos em cima da mesa, sentando em uma cadeira ali. 
- Por quê? - fiz o mesmo que ele. - É a lua ? 
- O quê? - ele me olhou indignado. - Você acha que todos os meus problemas giram em torno dela? Qual é, arthur. 
- E por que não poderia ser? Não vejo nada de errado nisso - apoiei meus cotovelos na mesa, o encarando. 
- Por que não e vamos mudar de assunto... 
- Não, não vou mudar de assunto, porque o meu melhor amigo anda muito diferente e acho que eu tenho o direito de saber o porquê! chay, você sempre pode contar comigo, esqueceu disso? - chay respirou fundo. 
- Não esqueci, arthur, é que sei lá, só estou querendo ficar na minha, ultimamente. 
- É ela, eu sei que é ela... Você não me engana, você gosta dela - eu disse, convicto disso. 
- Não começa, arthur, por favor! - vi sua expressão mudar e seu rosto avermelhar. 
- Então me diz por que você, do nada, parece não saber mais quem é a lua ? Não fala mais dela e acho que nem faz mais suas visitas diárias, já que sempre no horário que fazia, agora você fica circulando pela internet que eu sei. 
- Qual o problema disso, arthur? Eu só coloquei na minha cabeça que já estou grandinho demais para ter apenas aventuras amorosas! Quero ter alguém que fique comigo, que seja minha namorada, mulher, tanto faz... 
- chay, isso não responde minha pergunta - arqueei minha sobracelha, cruzando meus braços, vendo chay me fitar estranho, como se tentasse lembrar da minha pergunta. Quando acho que ele lembrou, bufou, dando de ombros. - Tudo bem então, essa é sua última chance - me levantei, apoiando as mãos na mesa e o encarabdo. - Fala olhando para mim que você não ama a lua . Se não for isso, eu nunca mais relo um dedo nela, e essa é uma promessa que eu faço psra você. 
Ele se levantou, ficando na mesma posição que eu. 
- Eu não gosto da lua , e você pode relar o dedo onde bem entender - ele disse visivelmente nervoso e voltou a sentar, mas eu fiquei realmente convencido. Era somente aquilo que eu precisava saber. 
/ arthur’s P.O.V. 

Preciso dizer que estava aflita? Perdi o número de vezes que li 'água' naquela capa de galões à minha frente, enquanto os dois discutiam dentro da sala. Não deu para ouvir tudo muito bem o que era, mas algumas partes eu entendi sim, e sabia que o assunto era a minha pessoa. 
- Oi, luuh! - uma voz feminina chamou por mim e senti meu corpo inteiro gelar com aquilo. Eu estava toda ansiosa, esperando a porta abrir, quando me deparo com rayanna ao meu lado. 
- Oi, ray, o que está fazendo aqui? - eu sorri sem graça, ainda ansiosa pela espera da porta abrir. 
- Vim fazer uma visita para o meu amor! - ela sorriu toda boba e eu fiquei com a maior cara de nada. - Ok, na verdade, minha irmã me ligou falando que tinha uma mulher aqui e que tinha vindo atrás do arthur. Por via das dúvidas vim dar um checada, mas eu não sabia que era você - ela sorriu. Coitada, mas sabe que... Né?! - Quem está aí dentro? 
- arthur e chay - eu respondi, enchendo, de novo, meu copo com água. 
- Ah, então você veio com o chay e não para ver o arthur - ela tirou as próprias conclusões e também encheu um copo com água. - Minha irmã fez uma confusão, viu?! Eu estava descansando. E ela me deixa nervosa! Saí até correndo - arqueei a sobrancelha, sorrindo de lado. Eu não sabia dessa obsessão dela por ele. 
- Bom, acho que vou embora - eu disse, jogando meu copo fora, antes que eu acabasse com a água. Minha ansiedade já tinha passado, porque agora não dava para ouvir quase nada. E outra, rayanna estava ali, ou seja, não iria mais tomar meu café com o arthur. Infelizmente... 
- Não, luuh, a gente podia sair, nós quatro! - ray fez uma cara super animada, ouvimos um barulho vindo do escritório e a porta abriu, revelando os dois que nos encaravam. 
- ray? - arthur perguntou consufo, olhando para mim, para ela, para ela, para mim. 
- Oi, meu amor, vim te visitar - ray foi até ele, dando um abraço e um beijo. Virei os olhos e vi que chay deu uma risadinha. - Eu estava sugerindo para a luuh de irmos em alguem lugar... O que acham? - olhou para chay e para mim. 
- Acho melhor não... - ele disse. 
- Ah, por favor, chay! Vamos nos divertir, mesmo sendo uma segunda feira. Acho que merecemos! - ela disse, como se não fizesse isso todos os dias... 
- Eu tenho que trabalhar amanhã - fiz bico, olhando para o relógio, que marcava seis e meia. Até que não era tão tarde. - Ah, quer saber? Por mim, eu vou - sorri, rezando para que chay fosse também, ele pode não falar muito comigo, mas era melhor do que ficar de vela. Ficamos todos olhando para ele, fazendo, praticamente, uma pressão psicológica para ele aceitar. 

- Um cappuccino, dois chocolates quentes e... O que vai querer, lua ? - ouvi a voz do chay me chamar. Eu estava um pouco distraida com a variedade de coisas que tinha naquele cardápio. 
- Um café expresso com chantilly - eu disse, colocando o cardápio em cima da mesa. Ouvi um barulho familiar soar extremamente alto e constatei que aquilo vinha da minha bolsa, mais precisamente do meu celular. Era meu despertador, para tomar meu querido anticoncepcional. 
- O que é isso, luuh? - rayanna perguntou e eu entreguei o remédio à ela. - Ah, sim, eu parei de tomar o meu há algum tempo - ela sorriu, olhando para arthur. 
Opa... 
- Acho que eu tomo isso desde os meus dezesseis anos - comentei, dando de ombros e guardando de volta na minha bolsa. 
- Desde nova já era safada essa, luuh... - chay comentou e nós três o olhamos, o vendo ficar sem graça. E eu muito mais. 
- Não precisa ficar vermelha, luuh! Estamos entre amigos, e você e o chay são bem íntimos... - opa, esquecemos de acrescentar o namorado dela na lista. 
Um garçom se aproximou, colocando nossos pedidos na mesa. Eu achei que aquilo seria um momento ótimo para a mudança de assunto. 
- Mas então, aproveitando o assunto... - rayanna fez uma cara pervertida. - Me falem suas posições preferidas! - arregalei os olhos, vendo arthur e chay me encararem. Depois, nós três olharmos perplexos para ela. 
- Acho que a minha é 69... - chay disse, tomando um gole do chocolate quente dele. Ao ouvir aquilo, eu estava tomando meu café e o senti entrar pelo lugar errado. Engasguei, mas logo consegui me recompor. 
E o filho da puta achava engraçado. 
- 69, chay? - rayanna fez uma cara de nojo. - Acho isso meio estranho, não tenho vontade não - ela riu. 
- Poxa, amor! Só por que eu fiquei com vontade de saber como é isso... - arthur olhou para ela, fazendo bico, e no primeiro momento de distração dela, ele me olhou. Abri e fechei a boca algumas vezes, ficando totalmente constrangida. 
- E a sua, luuh? - arthur perguntou. 
- Eu não tenho! - respondi, tomando mais um gole do meu café, mas na verdade eu queria dizer: qualquer dia eu te mostro
- Uma amiga me contou que quando ela não era casada, ela e o namorado fizeram swing! - rayanna comentou e eu estava quase abrindo um buraco no chão para me esconder. 
- Aquele de troca de casais? - chay perguntou. 
- 'Ta sugerindo alguma coisa, ray? - arthur a olhou com a sobrancelha arqueada, mas ele mudou o semblante sério (de brincadeira) e riu. E eu tive que fazer o mesmo. - Eu nunca deixaria o chay relar em você. 
- Não seja egoísta, arthur! Somos amigos... - chay piscou. 
- Não estou sugerindo nada, amor, mas se fôssemos mais jovens e nós dois não tivéssemos um relacionamento sério, não seria uma má ideia. Vai dizer que você não teria curiosidade de saber como a luuh é nessas horas... - ela disse, fitando nós dois. Eu cheguei a sentir medo de que ela estivesse jogando uma indireta para a gente. - Ok, estou apenas brincando, eu nunca faria isso! Nunca aceitaria... 
Senti que arthur havia ficado sem graça também e apenas chay estava achando tudo lindo. 
- O papo está bom, mas eu estou realmente cansado, vamos? - arthur virou-se para rayanna , pegando a carteira e tirando duas notas de dentro. - Vocês pedem a conta? - ele perguntou e eu concordei, mesmo sabendo que eu iria ficar sozinha com chay. Sinalizou para o garçom, que logo entendeu o que ele queria. 
- É, quem diria. Esse assunto todo e o homem que você escolheu para ser seu, indo embora com outra... - ele disse da forma mais natural possível. O fuzilei com o olhar, virando os olhos. 
O garçom se aproximou, colocando a comanda em cima da mesa. Cogitei a ideia de pegar dinheiro para pagar também, mas chay segurou minha mão, indicando que não precisava. 
E era nessas horas que eu nunca ia entender o jeito chay suede de ser. 
- Você nunca vai me perdoar, não é? - eu disse, sentindo uma angústia tomar conta de mim de novo. Acho que aquele tempinho que ficamos rindo e falando bobagens meu deu uma certa esperança. 
- O dia que eu achar que você merece, vou sim - falou, depositando o dinheiro em cima da mesa, dando um beijo no topo da minha cabeça e saindo, me deixando sozinha. 
Aquilo não era uma atitude de um cavalheiro para com uma dama. 
Oh, acho que chay não era um cavalheiro mais. 


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4 comentários:

  1. eu quero que fique com Chay!!!! por favor!!!!! posta mais

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  2. Eu qr q o chay fique com ela, mil x ele do q o arthur. Pelo menos nessa web podia ser assim por q? Sempre e o arthur e a lua.

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  3. Faz ela ficar com o Chay para o Arthur ficar com ciúmes

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